Greves devem dificultar vida dos brasilienses; saiba quem vai parar

Servidores do Detran-DF e dos Correios prometem parar esta semana: haverá suspensão e lentidão no atendimento ao público

A semana vai ser de paralisações no Distrito Federal e de muita dor de cabeça para os brasilienses. Três categorias prometem cruzar os braços por tempo indeterminado. Os vigilantes já completam 12 dias de greve, os trabalhadores dos Correios param os serviços hoje e os do Detran, amanhã.

A principal motivação da greve dos funcionários dos Correios foram os problemas com o plano de saúde. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno (Sintect/DF), a empresa pretende fazer alterações no convênio médico, como a exclusão da assistência aos pais dos funcionários. O início da paralisação está marcado para a data do julgamento que discutirá os benefícios no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A paralisação será nacional. O sindicato também aponta a suspensão de férias e a extinção do cargo Operador de Triagem e Transbordo (OTT), além do fim do pagamento da gratificação diferencial de mercado como pontos fundamentais para a greve.
Reivindicações
O servidores do Detran-DF também vão cruzar os braços esta semana. A instituição entra em greve a partir das 6h de amanhã. Os funcionários reivindicam o cumprimento de um acordo feito com o Governo do Distrito Federal (GDF) ainda em 2015.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran-DF), Fábio Medeiros, afirma que as atividades administrativas, de fiscalização e de educação de trânsito serão suspensas. “A gente vai tentar manter um funcionamento mínimo para a população, de pelo menos 30%, mas isso vai ser mais para o fim da semana. No começo, deve parar tudo, com exceção dos postos do Na Hora”, ressalta.

Serviços como emissão de documentos e vistorias em veículos estarão suspensos, além das fiscalizações de trânsito e a liberação de veículos apreendidos. Segundo o sindicato, cerca de 1.600 vistorias veiculares agendadas não serão realizadas.

Entre as reivindicações, estão a adequação da nomenclatura dos cargos, a regulamentação da jornada de trabalho de 30 horas e a atualização da gratificação de titulação. Os trabalhadores também pedem o retorno da data do pagamento para o dia 30 ou 1° de cada mês, além de quitação da terceira parcela do reajuste de 5%.

A assessoria de imprensa do Detran informa que, até o momento, a instituição não recebeu nenhuma notificação sobre a greve.

Em nota, a Secretaria da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais do Distrito Federal informa que tem mantido diálogo constante com as categorias. “A Subsecretaria de Relações do Trabalho e do Terceiro Setor conta com 32 mesas permanentes de negociação, que mantêm encontros periódicos com diversos sindicatos, inclusive com o Sindetran-DF”

“A gente vai tentar manter um funcionamento mínimo para a população, de pelo menos 30%, mas isso vai ser mais para o final da semana”
Fábio Medeiros, presidente do Sindicato dos Servidores do Detran

(correiobraziliense.com, 12.03.18)

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