Agricultura é setor que cria mais empregos no DF

Pouco participativa na conjuntura econômica local, ainda mais em comparação com o Serviço Público e a Construção Civil, a Agropecuária do DF vive um bom momento. Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o segmento foi, proporcionalmente, o que mais cresceu na geração de vagas entre dezembro do ano passado e janeiro de 2018.

Com 287 novas admissões no período, o crescimento percentual foi de 1,75%, acima até da construção civil, que teve variação positiva de 1,18%. O setor de comércio caiu 0,47% nesse espaço de tempo e mesmo a Administração Pública apresentou leve retração de 0,05%.

A analista de Recursos Humanos da Cooperativa Agropecuária da Região do DF (Coopa-DF), Vanir Soares do Nascimento, explica que eventos pontuais ajudam nos bons números recentes do setor. O que tem movimentado o mercado de trabalho no momento é a Feira Internacional dos Cerrados, entre 15 e 19 de maio.

“Não vimos um aumento considerável de exames admissionais, o que aconteceu é que substituímos muitos funcionários e , contratamos para a feira. Claro que a feira cria uma possibilidade de a pessoa entrar de vez no mercado”, pondera a analista.

O presidente da Coopa, Leomar Cenci, porém, é mais otimista e acredita em um contexto favorável para o desempenho a ser comemorado. “Talvez seja um diferencial o grau de investimento, feito nos últimos anos, em tecnologia embarcada, principalmente nas máquinas e equipamentos, que gera uma demanda de mão de obra mais qualificada’’, acrescenta Cenci.

Saiba mais

O Índice de Desempenho Econômico do DF (Idecon), medido pela Codeplan, já havia atestado que a agropecuária local havia crescido 7,1% em atividade econômica no terceiro trimestre do ano passado. Os resultados do último trimestre de 2017 serão divulgados hoje.

Conforme pesquisas da Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP, a participação do agronegócio nas exportações totais em 2017 do País foi de 44%, gerando um superávit de aproximadamente 81 bilhões de dólares ao ano.

(Jornal de Brasília, 14.03.18)

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