Brasileiros não se sentem seguros na internet, revela pesquisa

Estudo da Unisys mostra como a população brasileira se relaciona com a internet e os dispositivos móveis e indica que há mais temor no campo virtual do que nas ruas

O brasileiro tem medo. Medo de fraude a partir de uma operação de internet banking e de se sentir sob ameaça de sofrer algum tipo de risco nas redes sociais. Esse receio é maior no mundo virtual do que na vida real, como mostra a pesquisa que será divulgada hoje pela multinacional Unisys. Os dados foram colhidos on-line, entre 19 de agosto e 3 de setembro. Fazem parte da coleta de informações Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Colômbia, Malásia, México, Holanda, Nova Zelândia, Reino Unido e Filipinas.

Segundo o Unisys security index 2018, feito em 13 países, com 13.069 pessoas (cerca de 1 mil no Brasil), os brasileiros têm um alto nível de preocupação com a nova Lei Geral de Proteção de Dados — 58% dos entrevistados dizem não estar confiantes de que a regulamentação servirá para proteger os dados mantidos por organizações. Apenas 9% se mostram confiantes quanto à nova legislação, sancionada em agosto. Ela obriga que tanto as organizações públicas quanto as privadas cumpram padrões de segurança para impedir o roubo, vazamento e venda não autorizada de dados pessoais.

Outra fonte de preocupação para os brasileiros é o risco de roubo de identidade e fraudes bancárias — 76% e 75%, respectivamente. Já 67% dos entrevistados relataram que se sentem mais preocupados com a segurança pessoal, na rua. “Muitas pessoas têm mais receio do uso de seus dados para fins criminais em redes sociais do que ser assaltada na rua. Isso mostra como as pessoas se relacionam com a tecnologia”, diz Eduardo Almeida, presidente da Unisys para a América Latina.
Os ataques de vírus ou ação de hackers atingem 67% dos brasileiros ouvidos no levantamento da Unisys. Já a segurança nacional afeta 51%, seguida por obrigações financeiras (50%) e desastres ou epidemias (48%).

Mundial
O estudo global mede o comportamento dos consumidores em uma ampla gama de questões relacionadas à segurança.

Na média entre as nações incluídas, os entrevistados se mostraram mais alarmados com a perda de informações financeiras ou de identidade do que com os efeitos de possíveis guerras, terrorismo ou desastres naturais. Apesar de as preocupações com a segurança terem retraído em boa parte dos países desenvolvidos, apresentaram alta na Argentina e na Colômbia.

(correiobraziliense.com, 29.10.18)